terça-feira, 17 de abril de 2018

Jovens fazem a Experiência do Ressuscitado

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Frei Augusto Luiz Gabriel, ofm

Campos do Jordão (SP) – A 7ª Caminhada Franciscana da Juventude terminou neste domingo com a mensagem do Ministro Provincial, Frei Fidêncio Vanboemmel, incentivando os 800 jovens que invadiram Campos do Jordão, neste final de semana (14 e 15/4), para continuarem “construindo sonhos”, mas sem se esquecer de uma escolha simples: “Não podemos sonhar se o Ressuscitado não estiver do nosso lado”.

“Coragem, levanta-te, Jesus te chama”, extraído do evangelho de Mc (10, 49) foi o lema escolhido pelos organizadores do evento. Neste sentido, tendo como fundamento a Palavra de Deus, os jovens puderam refletir e acompanhar durante cada parada, pequenas encenações, neste ano chamada de “meditações”, ou seja, momentos de parada e de reflexão sobre questionamentos simples que exigem respostas profundas. “Mas escuta aqui, no caminho de vocês, o que havia? O que vocês experimentaram ao fazer este caminhar?”, perguntou o Ministro Provincial, Frei Fidêncio Vanboemmel, que presidiu a Celebração Eucarística às 4 horas da madrugada do domingo na Igreja Santa Teresinha, no centro da cidade.

ALEGRIA DO REENCONTRO

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Provenientes dos estados de SC, PR, SP, RJ e MG, os jovens foram acolhidos com muita animação por Frei Diego Melo e Frei Marx Rodrigues dos Reis, frades que trabalham diretamente no Serviço de Animação Vocacional (SAV) da Província Franciscana da Imaculada Conceição, na cidade de Sapucaí-Mirim (MG).

Ainda nem era dia e os primeiros ônibus chegavam lotados de jovens alegres e dispostos a enfrentarem novos desafios. Curiosidade importante desta edição da caminhada foi a de que quase metade dos participantes nunca havia participado de nenhum evento assim, o que gerou mais expectativa ainda.

Depois de um reforçado café da manhã e também tendo realizado o credenciamento, os jovens iniciaram a caminhada logo no começo do dia. Antes, porém, os jovens de Campos do Jordão conduziram um momento de oração e reflexão a partir da 1ª meditação, que trouxe como questionamento a seguinte pergunta: “Quem sou eu?”.

Pela estrada José Teotônio Silva, os jovens franciscanos seguiram até o Sítio e Pousada do Robertinho, local onde foi servido gentilmente um delicioso almoço para todos os jovens e voluntários. No mesmo local cada jovem recebeu um coração para que durante o caminho depositasse nele todos os seus pedidos e desafios que enfrentaria durante a caminhada.

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Neste primeiro dia, o itinerário foi mais longo, por isso era necessário reabastecer as garrafinhas e com o ‘pé na estrada e fé no coração’, como canta o hino da CFJ, seguir adiante. Ninguém imaginava as surpresas que Deus havia preparado após o almoço. Durante um percurso de 6 km e 400 metros que contou apenas com subidas íngremes, os jovens puderam apreciar a obra de Deus manifestada na bela natureza. O cansaço era notável, porém, foi uma oportunidade de superar os limites, de ajudar o próximo, e de muita oração e confiança de que Deus caminhava com aqueles jovens ousados.

Richard Ferrari, de Rodeio (SC), cidade que acolheu a última edição da caminhada, destacou: “Para quem já participou e ajudou na organização de um evento como este, é muito gratificante estar novamente envolvido como participante. É uma alegria imensa”, afirmou o jovem rodeense.
A jovem Maria Clara, da cidade de Agudos (SP), declarou que não imaginava conseguir completar o caminho íngreme todo, “mas Deus coloca alguns anjos que ajudam a gente a superar as dificuldades e isso nos motiva a chegar até o final”, enfatizou ela.

Os jovens da Paróquia Nossa Senhora da Boa Viagem da Rocinha (RJ) também marcaram presença. Para eles, foi inovador participarem da caminhada. João Pedro contou que estava afastado da Igreja e que foi para a caminhada por insistência dos amigos. Gostou tanto que ainda lançou o convite: “Participem, pois vale a pena”.

TEMPO DE CELEBRAR O JUBILEU


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Ao contrário dos eventos anteriores, a Caminhada deste ano foi realizada em uma cidade e paróquia que não é mais assistida pelos frades da Província da Imaculada. “Embora a nossa Província tenha entregue a Paróquia Santa Teresinha há mais de 27 anos, percebemos o quanto o povo ainda alimenta um grande carinho pelos frades, com destaque para a figura de Frei Orestes Girardi, que tanto se doou pelas crianças e famílias pobres de Campos do Jordão, bem como garantiu a continuidade de sua obra através da fundação da Congregação das Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora de Fátima. Assim, esta VII edição da CFJ contou com o envolvimento de uma grande equipe na preparação, formada por leigos e leigas, irmãos e irmãs da Ordem Franciscana Secular, ex-jufristas, Padres Diocesanos e Padres da Sociedade dos Joseleitos de Cristo, bem como as Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora de Fátima, que nos convidaram para realizar essa caminhada também como forma de celebração pelos seus 50 anos de congregação”, explicou Frei Diego.

Na Sociedade de Educação Frei Orestes (SEA), os jovens finalizaram a caminhada do primeiro dia, após 24 km. Antes, foram recebidos no Mosteiro São João, das Irmãs Beneditinas, com hinos e cânticos. Ali, os jovens confiaram às irmãs o coração que ganharam no início da caminhada, cheio de pedidos e agradecimentos.

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“Nosso coração exulta porque olhando para vocês, neste século onde muitos jovens estão divididos e sem sonhos, vocês optaram por Cristo, por ter um ideal. Recebam essa luz de Cristo que deve iluminar a caminhada de vocês. Cada vez que tiverem uma dificuldade, seja ela qual for, se lembrem de que Jesus está adiante e mostra o caminho. Francisco foi um jovem que sonhou e teve um ideal e até hoje esse ideal dá muitos frutos em todo o mundo. Sejam como Francisco, sonhem, tenham um ideal. De preferência sonhem o sonho que Deus Pai tem para vocês, e confiem em Maria, colocando os seus corações no coração dela”, pediu a irmã Myriam de Castro, do Mosteiro São João.

Apesar do frio e da chuva que os jovens enfrentaram neste primeiro dia, eles foram acalentados pelo calor não só de um casaco de moletom da cor franciscana, mas também pelo calor da acolhida das irmãs de Nossa Senhora de Fátima, como também das famílias e do povo da região.

No SEA, antes de serem enviados para as famílias, os jovens prestigiaram algumas apresentações preparadas impecavelmente pelas irmãs e jovens. Também puderam conhecer um pouco mais da congregação que neste ano completa 50 anos. E, por fim, participaram do túnel do amor, formado por religiosos e religiosas, onde cada jovem recebeu um abraço e ouviu palavras de ânimo e entusiasmo.

A EXPERIÊNCIA DO RESSUSCITADO

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Ainda era 4h da madrugada quando os jovens se reuniram na Paróquia de Santa Teresinha do Menino Jesus em Campos do Jordão-SP para juntos celebrarem a Eucaristia. O Ministro Provincial, Frei Fidêncio Vanboemmel, foi o presidente da Celebração. A igreja esteve lotada de jovens e fiéis que deixaram de lado o sono para juntos entregarem a Deus mais um dia intenso de caminhada que teriam pela frente.

Em sua homilia, Frei Fidêncio afirmou que estamos vivendo um tempo muito bonito, que é o tempo pascal. “Em todo esse tempo pascal o que nós podemos perceber é o grupo de pessoas em movimento, um grupo de pessoas em caminhada. Nós ouvimos há pouco, no Evangelho, que dois discípulos contaram o que tinha acontecido no caminho e como eles reconheceram o Ressuscitado ao fazer o caminho”, disse.

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Todos caminham, segundo o Ministro Provincial: Pedro e João, as mulheres e os discípulos. “De certa forma, no primeiro momento, há um caminhar dispersivo. A morte de Jesus assustou a todos. A morte de Jesus, a tragédia da Cruz, espantou a todos, como nós nos espantamos quando algo trágico acontece. Mas a partir da ressurreição de Jesus, há um caminhar novo, há um caminhar diferente, há um caminhar de alegria, há um caminhar das pessoas que vão ao encontro de Jesus Ressuscitado. E a partir deste novo caminhar, as pessoas se encontram. A Igreja começa a nascer, as pessoas começam a narrar tudo aquilo que foi a experiência pessoal com o Senhor Ressuscitado”, destacou.

“Meus queridos jovens, vocês, ontem, fizeram uma caminhada fantástica, difícil, uma caminhada que teve seus momentos de dor, e parecia que nunca chegava. Mas escuta aqui, no caminho de vocês, o que havia? O que vocês experimentaram ao fazer este caminhar?”, perguntou.
“Creio que cada um de vocês, no fundo do coração, também dizem como Maria: ‘Eu vi o Cristo Ressuscitado! Eu experimentei o Cristo Ressuscitado’. O Cristo Ressuscitado estava no irmão, na irmã que me sorriu, que reclamou, que chorou, que estendeu seu braço, que alargou seu coração. Sim, vocês, no caminhar, fizeram a experiência do Cristo Ressuscitado”, ensinou o Ministro.

“Nada mais bonito do que reconstruir vidas (tema da Caminhada) a partir da experiência que cada um fez lá no fundo do seu coração, com o Ressuscitado que silenciosamente caminhava com vocês como caminhou com os discípulos de Emaús”, ilustrou.

Segundo Frei Fidêncio, se se desse aos jovens o microfone, eles certamente contariam e partilhariam da experiência da ressurreição do Senhor, da experiência do Cristo ressuscitado. “Os apóstolos disseram que nós experimentamos muito de perto o Ressuscitado no momento da partilha. Sim, é na partilha da vida, na experiência de comunhão, quando nós deixamos este Cristo peregrino entrar na nossa casa, entrar na nossa vida. Sim, no meu caminho, no teu caminho, no nosso caminho, cada um experimentou a alegria do Ressuscitado”, observou.


CONSTRUIR SONHOS

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Mas segundo Frei Fidêncio, essa experiência com o Ressuscitado, segundo o Evangelho, dá uma missão a todos: vós sereis testemunhas de tudo isso. “Vós sereis as testemunhas do Ressuscitado, portanto o Ressuscitado confere a todos nós esta missão e, a partir Dele,  queremos construir sonhos. Não apenas reconstruir vidas. Nós queremos construir sonhos! E não podemos sonhar se o Ressuscitado não estiver do nosso lado.

Frei Fidêncio exortou os jovens a não terem medo de anunciar o Ressuscitado: “Coragem! O Senhor nos chama! Coragem! O Senhor estende a sua mão, ele nos provoca para a missão, para o testemunho, para o alegre anúncio e nós vivemos hoje em um mundo muito dividido. É tão triste a destruição da Síria, onde as bombas caíram ceifando vidas. “Não precisamos ir longe. Também experimentamos na nossa realidade, no nosso país, nas nossas cidades, nos nossos estados, de onde a gente vem, que vivemos um mundo dividido. O Ressuscitado congrega. O Ressuscitado forma comunidade e nós queremos, então, queridos jovens, continuar a nossa caminhada. Coragem!”, pediu.

E completou: “Vocês depois, certamente, terão muitas histórias a contar: o que viram pelo caminho, o que construíram neste caminhar, o que o Ressuscitado, sobretudo, falou ao coração de cada um de vocês. Coragem! O Senhor te chama. Coragem, para contar as maravilhas que vocês experimentaram neste caminhar, coragem para serem profetas e profetizas, testemunhas do Ressuscitado no nosso tempo, na nossa história de hoje”.

No final da celebração, o pároco Beto Luna dirigiu palavras de agradecimento a todos os jovens e, em especial, às famílias que não mediram esforços para acolherem os jovens. “Nós nos alegramos com a presença de vocês. O grande número nos surpreendeu. Lembro-me que no domingo passado (08/04) faltavam ainda 250 lugares para hospedarmos vocês e, de repente, as famílias se multiplicaram e faltaram jovens. Viessem mil jovens teríamos famílias e pessoas generosas para acolher a todos”, disse. Ao Frei Fidêncio convidou: “Que os freis possam voltar e frequentar mais nossa cidade e Paróquia! Voltem sempre, a casa continua sendo de vocês!”.

SER TESTEMUNHAS NA HUMILDADE

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Os jovens, então, continuaram em peregrinação pela cidade de Campos do Jordão, passando por alguns pontos turísticos e também por bairros da periferia, muitas vezes ignorados e esquecidos. Muitas famílias e pessoas que moram nos locais por onde a caminhada passou saíram às ruas para ver esta “invasão franciscana” que, com toda a certeza, deixou marcas.

Já na Paróquia São Benedito, do Bairro Capivari, os jovens viveram um momento forte de adoração ao Santíssimo. Refletindo a última meditação “como realmente seguirei Jesus”, os jovens puderam coroar esta caminhada: “Vai, a tua fé te curou” (Mc 10,52).

Ainda faltavam apenas 4 km para que todo o trajeto se cumprisse. Porém, isso não foi motivo de tristeza nem de desânimo; pelo contrário, a cada novo passo, a chegada ficava mais próxima. Entoando cantos, rezando e louvando ao Senhor, os jovens pararam literalmente a cidade, com a ajuda da Defesa Civil.

Finalmente, quando chegaram ao destino, na casa das Irmãs de Nossa Senhora de Fátima, foram surpreendidos pelo rito do lava-pés, onde religiosos e religiosas estavam a postos, com bacias e jarros na mão, para lavar os pés daqueles jovens que viveram a experiência do Ressuscitado neste último final de semana. Os jovens partiram em missão para suas comunidades com a lição de servir.

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Tivemos a Gabriela e o Diego representando a Jufra das Chagas.

Fonte: http://franciscanos.org.br/

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Aniversário de fundação da Ordem Franciscana


Memória de São Francisco. Renovação da Profissão religiosa

São Francisco de Assis, o místico cantor das criaturas, santo do Amor e da Fraternidade, renovador da sociedade no espírito do Evangelho, estigmatizado por Cristo após a sua conversão acolheu os discípulos que queriam ficar sob sua direção. Primeiro, foram doze, depois aumentaram cada vez mais. “A Ordem dos Frades Menores” brotou da mente e do coração de Francisco, que já era todo de Deus e das almas, em Rivotorto, na Porciúncula.

Ele escreveu breve Regra e foi a Roma com os onze primeiros discípulos. Obteve de Inocêncio III a aprovação da Ordem no dia 16 de abril de 1209 verbalmente. Seria esta a primeira Regra, perdida. Na volta de Roma passam por Orte e se estabelecem em Rivotorto perto de Assis, num rancho abandonado. Por escrito, obtém a aprovação de Honório III em 29 de novembro de 1223, com a Bula “Solet annuere“. A seus seguidores, o Pobrezinho os entregou seu amor à pobreza, sua mensagem de paz e bem e o código do Evangelho como norma de vida.

Os filhos de São Francisco estão espalhados por todo o mundo e desenvolvem atividades pastorais, missionárias, científicas, educacionais, sociais, de beneficência. Eles são o mais forte movimento no serviço da Igreja. Franciscanos chamam todos os que pertencem às três ordens introduzidas por San Francisco.

PRIMEIRA ORDEM

Está dividida em três famílias:

Ordem dos Frades Menores: Propõem-se viver em conformidade com Cristo na pobreza evangélica, no apostolado da pregação aos fiéis e aos infiéis; Ordem dos Frades Menores Conventuais: Propõem-se a observar o Evangelho de Jesus Cristo vivendo em obediência, sem propriedade e em castidade e no apostolado em todas as suas formas, entre fiéis, dissidentes  e infiéis; Ordem dos Frades Menores Capuchinhos:  Proposta da imitação de Cristo no ascetismo e no apostolado, de acordo com a mais estrita tradição franciscana. No geral, os frades franciscanos da Primeira Ordem são cerca de 33 mil para cerca de 5 mil conventos religiosos no mundo.

SEGUNDA ORDEM

Fundada por São Francisco na Porciúncula em 18 de março de 1212, quando ele recebeu Santa Clara e fundou a Ordem das Damas Pobres de São Damião. As Clarissas, divididos em famílias diferentes, são cerca de 20 mil em mais de 1.800 conventos.

TERCEIRA ORDEM


Instituída por São Francisco em 1221, para convidar aqueles que vivem no mundo a uma vida evangélica mais perfeita. Hoje, divide-se em Ordem Terceira Regular (que vivem em comunidades), com cerca de 3 mil religiosos e cerca de 100 mil religiosas de várias congregações e institutos. A Ordem Terceira Secular conta com cerca de 2 milhões de professos no mundo.

Fonte: http://franciscanos.org.br/

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Dom Sérgio da Rocha celebra santa missa e abre Assembleia Geral da CNBB no Santuário


Nesta quarta-feira, 11, Dom Sérgio da Rocha, Cardeal Arcebispo de Brasília/DF e presidente da CNBB, presidiu a santa missa de abertura da 56ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, no Altar Central do Santuário de Aparecida.

Dom Sérgio ressaltou a importância da assembleia, principalmente no período que se vive a ressurreição de Jesus Cristo. " A alegria Pascal continua a ecoar dentro da Igreja. O Papa Francisco nos incentiva a fazer a experiência da alegria da santidade e de uma vida santa".

O celebrante encoraja os companheiros a não desanimarem em meio a tantas dificuldades. "O Senhor ressuscitou. Esse é o maior exemplo que o amor venceu o ódio, a alegria venceu a tristeza e a esperança venceu o desânimo. A certeza de contar sempre com a presença amorosa de Deus nos anima na missão de evangelizar, compartilhando alegria, esperança e a paz do ressuscitado com todos, especialmente com pobres e sofredores. " 

Por fim, Dom Sérgio convida todos os cristãos a rezarem pelos bispos nesse momento de assembleia. "Precisamos caminhar unidos. Essa celebração eucarística é o primeiro ato da Assembleia Geral e assinala a recordação que a Eucaristia é a fonte e o sustento de nossas vidas."

"O Senhor ressuscitado está no meio de nós. Não estamos sozinhos. Confiamos a Ele, a vida e nossa conferência Episcopal, com a intercessão materna de Nossa Senhora Aparecida", completa.

Fonte: http://www.a12.com/tv/noticias


sexta-feira, 6 de abril de 2018

Em meio à crise e titubeios, a força do Ressuscitado


Frei Gustavo Medella

“Quando dou comida aos pobres, me chamam de santo. Quando pergunto por que os pobres não têm comida, me chamam de comunista”. A frase, atribuída a Dom Helder Câmara, bispo brasileiro já falecido e com processo de beatificação em andamento, apresenta duas dimensões da prática cristã que vêm da origem das primeiras comunidades dos discípulos de Cristo: o socorro imediato das necessidades urgentes daqueles sofrem com a falta do mínimo necessário à vida e a busca de uma organização social que propicie um ambiente de partilha e respeito incondicional à vida de todos. Este ideal vem expresso na descrição que o livro dos Atos dos Apóstolos ao se referir às comunidades do cristianismo primitivo: “Entre eles ninguém passava necessidade, pois aqueles que possuíam terras ou casas vendiam-nas, levavam o dinheiro, e o colocavam aos pés dos apóstolos. Depois, era distribuído conforme a necessidade de cada um” (At 4,34-35).

Segue breve reflexão sobre cada uma destas práticas:

1) Socorrer as necessidades imediatas

Esta instrução está perfeitamente conforme os ensinamentos e a prática de Jesus. Encontra respaldo em diversos trechos do Evangelho, entre eles Mt 25,35-45, que narra a acolhida amorosa no Reino da Eternidade àqueles que em vida socorreram o próprio Cristo na figura do faminto, do prisioneiro, do doente, do sem-teto etc. Também desta máxima nascem as obras de misericórdia, atos de amor que vêm em auxílio da vida quando esta se vê ameaçada a partir das carências mais básicas. Historicamente, a Igreja Católica tem se debruçado com muito afinco e seriedade sobres estas exigências em todas as partes do planeta. Também se percebe o empenho sincero e esforçado de irmãos de outras denominações religiosas cristãs e não cristãs, além de muitos outros grupos de pessoas de boa vontade. O empenho nesta direção costuma ser muito aceito, elogiado e apoiado. Quem tem muito dinheiro e poder costuma apostar nestas iniciativas, talvez como um possível esforço apaziguador da consciência. No entanto, sem o combate às causas profundas das desigualdades e injustiças, tais esforços, ainda que nobres e consoantes ao ideal evangélico, apresentam-se como soluções paliativas.

2) Promover mudanças na sociedade

Quando adentrava nesta seara, Dom Helder passava a ser rotulado como comunista. A transformação social de um sistema, pautado no lucro e na concentração de renda e recursos que produz números astronômicos de pobreza e miséria, representa um desafio bem menos simpático do que o primeiro. Implica na ruptura de privilégios, no cultivo de um espírito bem menos egoísta e disposto à partilha, no treinamento constante em abrir mão de luxos e requintes para uma vida mais modesta, mas mesmo assim muito digna, a ser espalhada para o maior número possível de pessoas, com a meta de se alcançar a todas. Trabalhar nesta direção incomoda e gera injustiças, perseguições e até a morte. Trata-se de uma entrega incondicional ao mesmo projeto de vida a que Jesus entregou a sua vida. Também este é compromisso irrenunciável do cristão.

Que a força do ressuscitado, aquele que traz em si as feridas da cruz e da injustiça mostrando que toda dor pode ser ressignificada no amor e na entrega, seja a força daqueles que pretendem ser os seguidores de hoje do Filho de Deus. Mesmo que venham as crises e titubeios, como vieram a Tomé, os cristãos sigam em frente, com força e coragem na vivência da proposta do Reino.

Fonte: http://franciscanos.org.br/

domingo, 1 de abril de 2018

O Domingo de Páscoa

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O Domingo da Páscoa da Ressurreição constitui uma ressonância da Vigília pascal, centro de todo o Ano Litúrgico.

A partir da Ressurreição de Cristo, a terra transformou-se em céu, pois a pessoa humana, mesmo neste mundo, pode viver em Deus (cf. 2ª leit., Cl 3,1-4). A Páscoa é a festa da vida; da vida de Cristo e da vida nova dos cristãos. Na mensagem da Páscoa podemos realçar três aspectos:

Primeiro: O sepulcro vazio. Maria Madalena vai ao sepulcro de madrugada e vê que a pedra fora retirada do sepulcro (cf. Ev., Jo 20,1-9). Desde que a pedra foi retirada do sepulcro de Jesus, a terra produziu o seu fruto, a vida brotou da terra; todo sepulcro transformou-se em lugar de esperança, de vida.

Segundo:Os gestos de amor. Jesus dá-se a conhecer ressuscitado sobretudo lá onde se realizam gestos concretos de amor, de serviço ao corpo de Cristo. Basta pensarmos nas mulheres que vão ao sepulcro com aromas para ungir Jesus (cf. Mc 16,1). Lembremos Maria Madalena e a outra Maria. Ao raiar do sol do primeiro dia, vão ver o sepulcro (cf. Mt 28,1). João chegou antes, mas, em deferência a Pedro, mais velho, espera por ele. João, o discípulo amado, vê os sinais e acredita. O amor é que faz reconhecer a Jesus Cristo no mistério pascal. O mesmo podemos perceber no evangelho dos discípulos de Emaús, proclamado na Missa vespertina do Domingo da Páscoa (cf. 24,13-35). Jesus dá-se a conhecer na fração do pão.

Terceiro: O testemunho do Cristo ressuscitado. Maria Madalena toma-se a primeira mensageira do sepulcro vazio e do Cristo ressuscitado. Os discípulos de Emaús voltam a Jerusalém, anunciando que Cristo ressuscitou. Os discípulos que experimentaram o convívio de Cristo desde o batismo no Jordão, como Pedro e João, encontraram o sepulcro vazio e tornaram-se testemunhas do Cristo ressuscitado: “E nós somos testemunhas de tudo o que ele fez na região dos judeus e em Jerusalém: Deus o ressuscitou ao terceiro dia, e fez que se manifestasse a testemunha. E nos ordenou que anunciássemos ao Povo e atestássemos ser ele o juiz dos vivos e dos mortos estabelecido por Deus (cf. 1ª leit., Atos 10,34a.37-43).

Portanto, faz-se Páscoa, surge a vida, onde as pedras são retiradas dos sepulcros, onde se vive a caridade no serviço do próximo. Estes são os sinais de que Jesus Cristo continua ressuscitando hoje. Eles anunciam a sua ressurreição e suscitam nova vida, pois retiram todas as barreiras que atentam contra a vida.

Páscoa – Os Sacramentos Pascais

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Muito cedo, na Liturgia cristã, a Páscoa, e de modo particular a Vigília pascal, foi marcada pelos sacramentos da Iniciação Cristã, ou seja, o Batismo, a Crisma e a Eucaristia. A Liturgia renovada da Vigília pascal prevê que nas catedrais e comunidades paroquiais haja sempre a celebração do Batismo, de preferência de adultos, que tenham feito a caminhada de preparação próxima com a Comunidade paroquial durante a Quaresma. E sendo eles batizados, serão igualmente crismados, mesmo pelo presbítero que batiza, na ausência do Bispo, e participarão pela primeira vez da Eucaristia.

A Páscoa é fundamentalmente uma festa batismal no seu sentido pleno, isto é, incluindo o mistério de Pentecostes, vivenciado na Crisma, e a vivência da comunidade cristã pela Eucaristia, atualização do mistério pascal de Cristo. É festa batismal da Igreja que gera e dá à luz novos filhos pelo batismo e a Crisma; e é festa batismal porque, renovada pela penitência quaresmal, toda a comunidade revive sua aliança batismal pela ação do Espírito de Pentecostes e participa do Pão da Vida, produzido pelo memorial da Morte e Ressurreição do Senhor.

Em nossos dias não tem sentido fazer rápidas preparações para o batismo como condição para o casamento. Está na hora de se introduzir o catecumenato de adultos, conforme prevê o Ritual de Iniciação Cristã de Adultos. Então, dentro do espírito da Campanha da Fraternidade entre nós, a Comunidade paroquial vai tornar-se catecúmena com os catecúmenos.

Assim, preparando-se com eles, acolhendo-os, tornando-se mais Comunidade, ela sairá renovada das celebrações pascais. Toda a pastoral quaresmal deve convergir para a Vigília pascal. Neste caso, os grandes símbolos pascais calarão fundo no coração da Comunidade cristã. Todos serão iluminados (a liturgia da luz). Todos serão recriados pela Palavra eficaz (as leituras bíblicas). O símbolo da água tornar-se-á algo não distante, mas muito presente no batismo dos novos filhos e na renovação da aliança batismal. Os óleos abençoados e consagrados na Quinta-feira Santa renovarão a unção do Espírito recebido na Crisma. O pão e o vinho realizarão a participação no banquete do Reino.

A Páscoa do Senhor acolherá em si a vida nova dos cristãos, que assim estão participando da Páscoa de Cristo. São os Sacramentos pascais!

Fonte: http://franciscanos.org.br/

sábado, 31 de março de 2018

A Vigília Pascal

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A vigília pascal constitui o âmago de todo o Ano Litúrgico. É considerada a mãe de todas as Vigílias. Aliás, toda a Ação pastoral da Quaresma deveria ter como meta a participação na Vigília pascal. Não basta dizê-lo aos fiéis. Será preciso os Pastores irem mostrando sua grande riqueza.

Nesta noite santa, a Igreja não celebra apenas a Páscoa de Jesus Cristo. Celebra também a páscoa dos cristãos, seus membros.

A festa pascal é festa batismal. A Igreja dá à luz novos filhos pela fé e pelo Batismo e, após a penitência quaresmal, renova a própria Aliança batismal, para participar mais intensamente da Ceia pascal do Cordeiro imolado e glorioso. Entre nós, a páscoa é enriquecida pela Campanha da Fraternidade. Por ela se realizou uma experiência pascal da Comunidade eclesial.

Fundamentalmente se trata da celebração da vida renovada em Cristo ressuscitado. Tudo fala de vida e de felicidade. As diversas etapas da vigília fazem com que a vida divina penetre a Comunidade celebrante.

A abertura é feita pela celebração da luz, que brota da pedra virgem, simbolizando Jesus Cristo, Luz do mundo. Ela vai dissipando as trevas para iluminar a todos os presentes. Eleva-se, então, o grande louvor à luz no canto do Exultet.

A Liturgia da Palavra torna presente a Palavra criadora de Deus na criação, na formação de um povo, no Cristo ressuscitado, na Igreja hoje, renovando a Aliança de Deus com a humanidade.

Segue a Liturgia sacramental. Nesta noite, ela abrange os três sacramentos da Iniciação cristã: Batismo, Crisma e Eucaristia.

Cada sacramento é significado por um símbolo de vida, animado pela ação do Espírito Santo.

A ação de graças sobre a água batismal comemora a ação criadora e libertadora de Deus através da história da Salvação, evocada na celebração da Palavra. O óleo do Crisma, consagrado na Missa da manhã, é usado no sacramento da Confirmação, simbolizando a presença e a ação do Espírito Santo na nova criação, inaugurada na vida da Igreja.

E o ponto alto da celebração é a Eucaristia, ação de graças por excelência, celebração da nova Páscoa de Cristo participada pela Igreja. A vida que nasce no Batismo e é animada pelo Espírito alimenta-se na mesa do Cordeiro pascal. Os cristãos dão testemunho da Morte e Ressurreição do Senhor Jesus e comprometem-se a ser vida, corpo dado e sangue derramado numa vida de ação de graças a Deus e ao próximo. Assim, inaugura-se um novo céu e uma nova terra.

Fonte: http://franciscanos.org.br/

A Páscoa de Cristo e dos Cristãos

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Páscoa é a passagem da morte para a vida por obra de Deus. Na solenidade da Páscoa, que se estende por 50 dias, a Igreja celebra a Páscoa de Cristo e dos cristãos, ou a páscoa dos cristãos na páscoa de Cristo. A compreensão disso é de máxima importância para a vida em Cristo, para toda a dimensão pascal da vida dos cristãos. Por sua morte e ressurreição, Jesus vence o pecado e a morte: aquele que os ímpios fizeram perecer, suspendendo-o ao madeiro, Deus o ressuscitou ao terceiro dia (cf. 1ª leit., At 10,34a.37-43). “Ele nos ordenou que anunciássemos ao Povo e atestássemos ser ele o juiz dos vivos e dos mortos estabelecido por Deus.

A ele todos os profetas dão testemunho de que todo aquele que nele crer receberá, por seu nome, a remissão dos pecados” (At 10, 42-43).

Os cristãos já ressuscitaram com Cristo. Já morreram e sua vida está escondida com Cristo em Deus: “Ouando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então vós também sereis manifestados com ele em glória” (cf. 2ª leit., Cl 3,1-4).

Por Cristo morto e ressuscitado os cristãos também já morreram ao pecado e vivem uma vida nova. Isso se manifesta na forma em que eram e podem ser batizados. Mergulhados na água, pela fé e a ação do Espírito Santo, são sepultados na morte redentora de Cristo e, saindo novamente da água, ressuscitam para uma vida nova em Cristo ressuscitado.

Esta participação do cristão na morte e ressurreição de Cristo chamamos mistério pascal. Eis a sublimidade da vida cristã: viver permanentemente este mistério pascal, procurando as coisas do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus. A celebração da Páscoa anual comemora e assim torna presente a páscoa de Cristo acontecida uma vez na história e a páscoa dos cristãos, que tem seu início na fé em Cristo celebrada no batismo.

Esta páscoa dos cristãos em Cristo morto e ressuscitado torna-se novamente presente e se renova em cada festa da Páscoa. Por isso, ela constitui uma comemoração do batismo, como o Pentecostes é uma comemoração da Crisma. Na festa da Páscoa são lançadas na páscoa de Cristo todos os fatos pascais da vida dos cristãos, incluindo as passagens de situações menos humanas para situações mais humanas, as vitórias contra o mal, o testemunho do Cristo ressuscitado, ações de serviço ao corpo de Cristo, presente nas pessoas humanas. Assim, realiza-se o mistério da Páscoa, fonte e manifestação de vida da humanidade por Cristo morto e ressuscitado.

Fonte: http://franciscanos.org.br/

sexta-feira, 30 de março de 2018

Sexta-feira Santa – Celebração da Paixão do Senhor

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Enquanto o Esposo dorme, a esposa se cala. Assim, na Sexta-feira Santa e no Sábado Santo, a igreja não celebra os Sacramentos. Debruça-se totalmente sobre o sacrifício da Cruz por meio de uma Celebração da Palavra de Deus. Neste dia, a Liturgia deseja beber diretamente da fonte. Abre a celebração num gesto de humildade. Os ministros prostram-se em silêncio diante do altar e, em seguida, o Presidente, sem mais, diz a oração do dia.

Segue-se a Liturgia da Palavra, onde se destaca a proclamação da Paixão de Jesus Cristo segundo João (Jo 18,1-19,42). Nela aparece o Cristo Senhor, o Cristo Rei, o Cristo vitorioso que vai comandando os diversos passos da Paixão. Entrega-se livremente, faz os guardas caírem por terra e, depois de tudo consumado, entrega o espírito ao Pai. Na morte ele é glorificado. Submete-se à morte para deixar-nos o exemplo de reconhecimento de nossa condição humana de criaturas mortais. Na Liturgia da Palavra, a Igreja curva-se sobre o mistério da Cruz.

A resposta é dada em três momentos. Temos, primeiramente, a Oração universal, realmente ecumênica. A Igreja pede que a fonte de graças que jorra da Cruz atinja a todos, Vai, então, alargando suas intenções. Reza pelo Papa, os bispos e todo o clero, os leigos e os catecúmenos; pela unidade dos cristãos, pelos judeus, pelos que não creem em Cristo, pelos que não creem em Deus, mas manifestam boa vontade, pelos poderes públicos, por todos que sofrem provações.

Tendo acolhido a todos no amor reconciliador de Cristo, a Igreja enaltece a árvore da vida, que floriu e deu fruto, restituindo o paraíso à humanidade. É o rito da glorificação e adoração da Cruz, seguido do ósculo.

Finalmente, ela se atreve a comer do fruto da árvore, o Pão vivo descido do céu, a sagrada Comunhão como prolongamento da Missa da Ceia do Senhor.

Neste dia não há rito de bênção e envio. Cada participante é convidado a permanecer com Maria junto ao sepulcro, meditando a Paixão e Morte do Senhor até que, após a solene Vigília em que espera a ressurreição, se entregue às alegrias da Páscoa, que transbordarão por cinqüenta dias.

Na Liturgia das Horas e na piedade popular tem início a comemoração da Sepultura do Senhor. Temos o Descendimento da Cruz, seguido da Procissão do Senhor morto, na esperança da ressurreição. Na Liturgia das Horas, merece especial atenção a leitura patrística, em que se narra o enternecedor diálogo entre Cristo, que desceu à mansão dos mortos, e Adão.

Fonte: http://franciscanos.org.br/

quinta-feira, 29 de março de 2018

Quinta-feira Santa – Celebração Profética da Páscoa

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Nos séculos IV e V, quando se formou o Rito romano, a Quinta-feira era o dia da reconciliação dos penitentes públicos para que pudessem celebrar com o fruto o Tríduo Pascal.Também na Liturgia renovada atual, a Ouinta-feira Santa tem dois momentos bem distintos. É simplesmente um Dia de semana da Semana Santa com Ofício do Dia de semana na Quaresma, e marca o início do Tríduo pascal com a Missa Vespertina da Ceia do Senhor. Temos ainda, na parte da manhã, a Missa do Crisma.

Mas se quisermos caracterizar a Quinta-feira Santa no seu mistério mais profundo, podemos dizer que celebra profeticamente a Páscoa de Jesus Cristo prolongada na Igreja. Esta Igreja que nasce, como esposa, do lado aberto de Cristo, esta Igreja gerada como Corpo místico de Cristo pela celebração dos Sacramentos e a prática do novo mandamento. Em outras palavras, podemos dizer que na Quinta-feira Santa sela-se o Testamento da Nova Aliança, em torno dos Sacramentos, especialmente da Eucaristia, e do novo Mandamento, significado pelo lava-pés. Jesus continua o seu serviço de salvação através da Igreja. A seu serviço estão os diversos ministérios, especialmente os ministérios ordenados.Assim, podemos seguir uma linha unitária. Na Missa do Crisma reúne-se a Igreja local. Não só o clero, mas toda a Igreja como povo sacerdotal, profético e real. Realiza-se a bênção e a consagração dos óleos para a celebração dos Sacramentos pelo Povo de Deus animado pelo Espírito Santo. Os óleos são usados na maioria dos Sacramentos: Batismo, Crisma, Unção dos Enfermos e Ordem. É o Espírito que forma o Corpo místico de Cristo.

Na Missa vespertina da Ceia do Senhor dá-se especial realce ao mistério da Eucaristia. Também aqui os mistérios celebrados podem ser vistos numa linha unitária. No centro de tudo está o Mandamento da Caridade, significado pelo lava-pés (cL Ev., Jo 13,1-15). Mas ele se realiza de maneira forte na Eucaristia, no Corpo dado e no Sangue derramado. Para que, através da Eucaristia, a Igreja se torne sacramento de unidade na caridade, eis o sacerdócio ministerial.

A Igreja, Comunidade de amor, alimentada e expressa pela Eucaristia e animada pelos ministros ordenados, nasce do mistério pascal de Cristo. Nesta noite ele é entregue e entrega-se aos discípulos como Corpo dado e Sangue derramado, antecipação de sua total entrega ao Pai.

Poderíamos dizer que na Quinta-feira Santa a Comunidade eclesial celebra o mistério da Igreja nascida do mistério pascal de Cristo.